Sobre o Eu Amo Aprender

Eu Amo Aprender

O Eu Amo Aprender é um projeto dedicado à criação de materiais e recursos pedagógicos que respeitam a infância e transformam objetivos de aprendizagem em experiências mais lúdicas, significativas, criativas e possíveis de serem vivenciadas no cotidiano educacional.

Mais do que atividades

Experiências de aprendizagem

Acreditamos que um bom material pedagógico não deve existir apenas para ocupar o tempo da criança, preencher uma folha ou cumprir um conteúdo. Toda proposta precisa ter uma intençã. Precisa oferecer oportunidades para a criança brincar, participar, explorar, criar, interagir, investigar, movimentar-se, comunicar-se, imaginar, fazer escolhas e construir significados. É dessa compreensão que nasce a maneira Eu Amo Aprender de criar.

Não perguntamos

"O que a criança vai fazer nesta folha?"

Perguntamos

"O que a criança poderá viver e aprender a partir desta proposta?"

Uma atividade pode ser bonita, organizada e visualmente atrativa, e ainda assim oferecer poucas possibilidades de aprendizagem.

O que buscamos unir em um recurso pedagógico:

Um princípio central

A aprendizagem não começa no papel

Na infância, aprender pode acontecer enquanto a criança brinca, conversa, observa, experimenta, movimenta o corpo, escuta uma história, investiga a natureza, cria hipóteses, canta, dramatiza e interage com outras pessoas.

O papel passa a ocupar outro lugar: pode servir para representar, comunicar, organizar ou consolidar parte daquilo que foi vivido. Isso também significa reconhecer que nem toda aprendizagem precisa terminar em uma atividade escrita.
Uma criança pode demonstrar aquilo que aprendeu em uma conversa, em uma brincadeira, em um desenho, em uma construção, em um gesto, em uma descoberta, em uma criação artística ou em uma nova maneira de participar.

“A experiência é maior do que a folha.”

Brincar antes de registrar

A brincadeira vem antes porque a infância vem primeiro

Muitos materiais do Eu Amo Aprender são acompanhados por cards com brincadeiras, dinâmicas ou experiências para serem realizadas antes das atividades de registro. Esses cards não são um bônus, eles fazem parte da proposta pedagógica.

Antes de encontrar determinado conhecimento no papel, a criança pode encontrá-lo no corpo, na brincadeira, na conversa, na investigação, nos objetos, na música, na natureza, na imaginação ou na relação com outras crianças.

A criança participa da própria aprendizagem

No Eu Amo Aprender, a criança é participante. Procuramos criar propostas com espaço para experimentação, autoria, escolha, descoberta, expressão e interação.
O adulto possui uma intencionalidade pedagógica, organiza ambientes, seleciona materiais, propõe situações, observa e oferece mediações. Mas a criança também precisa ter espaço para agir. Duas crianças podem participar da mesma experiência e produzir respostas diferentes. E tudo bem.

Arte é linguagem, experiência e criação

Pintar, desenhar, modelar, rasgar, recortar, colar, carimbar, imprimir, criar grafismos, construir, compor e produzir sons são experiências que mobilizam percepção, imaginação, criatividade, comunicação e autoria.

Se uma experiência envolve pintura, outra pode propor construção; se uma utiliza colagem, a próxima pode envolver movimento. Variar não significa apenas trocar a aparência da atividade, significa ampliar as maneiras pelas quais a criança pode experimentar, participar e se expressar.

Diferentes maneiras de aprender

Merecem diferentes possibilidades de participar

Cada criança chega a uma experiência com sua história, seus interesses e seu próprio modo de participar. Não construímos nossos materiais partindo da ideia de que todas precisam aprender da mesma maneira.

O tempo

Pode mudar de uma criança para outra.

O recurso

Pode mudar conforme a necessidade.

A maneira de responder

Pode mudar sem perder a intenção.

A forma de participação

Pode mudar de acordo com o grupo.

Adaptar não significa diminuir a criança. Significa procurar caminhos para favorecer sua participação. Os materiais são recursos, a observação sensível e a mediação do educador continuam sendo fundamentais.

BNCC na experiência, não só no código

Direitos de aprendizagem e desenvolvimento

Também buscamos explorar, de maneira coerente com cada experiência, os Campos de Experiências:

O eu, o outro e o nós

Corpo, gestos e movimentos

Traços, sons, cores e formas

Escuta, fala, pensamento e imaginação

Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações

Existe um cuidado importante: não acrescentamos códigos da BNCC apenas para aumentar a quantidade de habilidades indicadas em uma atividade. Cada código apresentado deve possuir relação real com aquilo que a criança terá oportunidade de vivenciar.

Para nós, estar alinhado à BNCC significa ir além de colocar uma sigla no rodapé. Significa pensar em direitos de aprendizagem, experiências, participação e desenvolvimento desde o planejamento da proposta.

Antes de um material chegar até você

Intencionalidade antes da atividade

Essas perguntas fazem parte da construção dos nossos recursos, porque uma atividade pedagógica precisa ter um motivo para existir.
Identidade própria da infância

Educação Infantil não é antecipação do Ensino Fundamental

Evitamos transformar a infância em uma preparação permanente para aquilo que virá depois. A criança pequena não precisa passar grande parte de seu tempo sentada preenchendo exercícios para demonstrar que está aprendendo.

Ela aprende também com...

Respeitar a infância também é uma escolha pedagógica. Isso não significa ausência de intencionalidade, significa planejar com intencionalidade sem retirar da criança aquilo que caracteriza a experiência de ser criança.

Materiais que também respeitam o trabalho do professor

Buscamos produzir materiais bonitos, claros, funcionais e possíveis de utilizar na prática, sem perder sua intencionalidade pedagógica. Os cards anteriores às atividades, as orientações, os objetivos e as referências à BNCC existem para ajudar o educador a compreender o sentido da proposta, e não apenas executar uma folha.

“O material orienta. O educador observa. A criança participa. A experiência ganha vida.”

Conhecimento que transforma os materiais

Novos estudos relacionados à educação, inclusão, desenvolvimento, Neurociências e Neuroaprendizagem contribuem para revisar a maneira como organizamos os recursos atuais, sempre com cuidado redobrado com a clareza dos comandos e os diferentes tempos de processamento de cada criança.

Não utilizamos termos científicos para prometer resultados, nem acreditamos em uma “atividade milagrosa”. O conhecimento científico nos ajuda a pensar melhor a prática. E continuamos aprendendo.
Uma construção de mais de uma década

O Eu Amo Aprender não surgiu pronto

Sua construção acompanha uma trajetória de mais de uma década de experiências educacionais, estudos, produção de recursos e investigação sobre aprendizagem.

Início
Primeiros materiais independentes
2020
Coleção passa a ser utilizada por escolas
2023
Ampliação para o Ensino Fundamental — 1º ao 3º ano
2026
Nova fase, com materiais atualizados

Uma folha pode fazer parte da aprendizagem, mas você não precisa carregar sozinha a responsabilidade de produzi-la. 

A história completa por trás desse percurso, incluindo a atuação profissional, as pesquisas acadêmicas e a formação de sua idealizadora, está reunida em uma página própria.

Para quem é o Eu Amo Aprender?

Criamos especialmente para professores e educadores que buscam recursos capazes de unir intencionalidade pedagógica, ludicidade, criatividade e funcionalidade.

Nossos materiais também podem apoiar outros profissionais que desenvolvem experiências educacionais, respeitando sempre a finalidade de cada recurso. As propostas podem ser adaptadas ao contexto e às necessidades observadas pelo profissional.

“Pronto para imprimir. Aberto para ganhar vida nas mãos de quem educa.”

O que você encontra no Eu Amo Aprender

A essência que preservamos em todos eles:

Nosso compromisso

Nosso compromisso é continuar transformando estudo em prática sem perder de vista quem está no centro de tudo isso: 

 a criança.

Uma criança que pensa. Que sente. Que brinca. Que cria. Que pergunta. Que se movimenta. Que estabelece relações. Que possui potencialidades e também pode precisar de apoio.
Que aprende com outras crianças e com os adultos, e que merece encontrar uma educação capaz de reconhecer a riqueza de tudo isso.

Porque não acreditamos que quem trabalha com educação possa deixar de aprender.

Porque aprender pode começar com uma brincadeira, uma pergunta, um movimento, uma descoberta, uma história, uma experiência. E, algumas vezes, continuar em uma folha. Mas nunca se limitar a ela.